segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pois assim que se quebra.

Era frágil.
Mais um alvo frágil para um galã sem escrúpulos.
- Oi, posso saber seu nome? - ele perguntará.
E sem saber por que o rapaz a questionará, ela, que nunca teve nada que chama-se atenção,
o respondeu docemente e lhe concedeu um sorriso sincero.
Ele então se preocupou em saber diversos detalhes da vida da jovem, e em fazê-la se sentir confortável.
Não a tomaria naquela noite, pois para esta ele tinha outros planos...
Sentia nela uma simplicidade diferente das demais, o que provocava lhe um grande desejo.
Não, não um desejo carnal, mas sim o desejo de tirá-la daquele mundo ingênuo que ela
havia criado para si mesma, e jogá-la na vida.

A felicidade daquela moça o enojava, pois ele sabia que jamais conseguiria sentir algo, ao menos, parecido, sentia uma mescla de inveja e raiva, que começava a corroê-lo.
Assim, insistia em ser gentil, dedicar lhe tempo, carinho, atenção, e assim foi conquistando-a.
Ela, que sempre distante e reservada, se encontrava agora caída de amores pelo tal rapaz,
Imaginar que tudo aquilo se tratava de um jogo nunca passaria por sua cabeça.

E assim se sucedeu, rolaram-se os dados e mexeram-se os peões.
Após possuir corpo e coração da pequena, ele simplismente a descarta.

- Amor?
Não, nunca fora, era apenas mais um jogo.
- Prêmios? Para ele, como jogador, a conquista, mas e a ela?
A jovem fora dada apenas a desilusão, pois esta não era companhia, era aventura, era carta.
E desta forma ela deveria aprender a viver sua vida, aprendendo a disfarçar sentimentos para não se machucar, criando assim um novo mundo, um mundo real onde cada um se importa apenas com seus próprios desejos e felicidades, onde “pimenta no olho dos outros é colírio”.
Ele continuaria sua vida brincando com o coração de diversas moças enquanto
ela continuaria esperando alguém que a beijasse no rosto e dissesse a ela que tudo ficaria bem.


 Azure ray - Rise (:

Ela sabia.

...e mesmo após prometer a si mesma que nunca mais aconteceria; mais uma vez, lá estava ela, pensativa.
E, após se deixar fitar pelos olhares de um estranho - imobilizará, enquanto as mais diversas lembranças iam surgindo em sua cabeça...
Dos olhares, as primeiras palavras, conversas, toques; e pronto.

Veja-a, fisgada novamente!
E com tamanha facilidade que nem ela mesma entendia.
E agora o que deveria fazer? Arriscar se machucar novamente?
Pois com ela era assim, se atraia com qualquer tipo de atenção, tornando-se vulnerável.

Pobre menina tola, ainda não aprendeu a dominar seus sentimentos?
Ainda não conseguiu se tornar cautelosa e o ter um mínimo de frieza?
- Assim vai sempre se machucar, querida.
Controlar meus sentimentos? - Impossível!
Como controlar o que não se escolhe... Apenas se sente? - ela se perguntava
- Minha querida, quantas vezes teremos que ler esse mesmo roteiro?
Você sabe onde tudo isso vai acabar, para que insistir nessa maluquice?
- Sim, sei o final, mais quem disse que desta vez não será diferente? Pode ser não pode?

E então ela continuaria nessa roda gigante de frustrações por opção.
Mas, em tempo, lá está ela, sentada na cama de pernas cruzadas, fumando o ultimo cigarro do maço e secando as lágrimas que ela insiste em derrubar por mais uma vez ter se jogado de cabeça em uma piscina rasa demais;