tic-tac...tic-tac...tic...tac...tic.
E o tempo não para, não espera, não apressa.
A gente que para...
Esperando que o mundo, o tempo, e as pessoas se moldem a nossas vontades...
Pobres tolos...Como esperam que as coisas mudem se nada fazem para isso?
Sentados em varandas à esperar que a vida corra diante de seus olhos E para que? Para que quando acordarem daqui a 20, 30 anos, se arrependão de ter PERDIDO tanto tempo.
E essas memórias, alegrias e sofrimentos, que couberam ao tempo apagar,
Me parecen... me parecem, que não podem ser apagadas.
O que foi feito, foi feito, e o que não foi...se lamenta.
Como se alguma vez tivéssemos necessitado de algo a mais para nos distrair.
Ás vezes eu queria que pudéssemos, mesmo que por pouco tempo,
voltar e mudar toda nossa história, para que talvez,
nosso final fosse um pouco mais feliz.
Cansada. De costas para o mundo que lhe retribuiu o gesto. Incertezas, lagrimas, vazio Apesar de cercada, sozinha, incompleta. Já não agüentava, e, por isso gritava em silêncio Sumir era sua única vontade Fugindo do mundo e de si mesma na procura de uma paz inalcançável.
“Adeus, voltarei um dia.”
Não abandone-a. Ela já o fizera, então, por favor, não faça o mesmo. Brincando de esconde-esconde com sua segurança. Separando entrelaçamentos Seu coração era apenas mais um objeto os dados de um jogo baseado na diversão e na dor Em doses opostas e exageradas para os diferentes jogadores. Ali, só um perdia. Meu Deus, quem dera que não fosse ela.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
E, novamente trocada, vivia a tortura de não acreditar valer nem o chão que pisa.
Perdia horas de seus dias se depreciando, dizendo a si que o problema tinha de ser ela.
Desilusões, desilusões... Seria sempre assim?
A seu ver... Sim.
A situação não mudaria, pois ela sabia que por mais que tentasse mudar sempre passava pelo mesmo problema – as péssimas escolhas.
Seu maior vício não era nem cigarro, nem cerveja, mas sim o martírio.
Já não conseguia ver um palmo à frente dos olhos, não percebia que o problema não estava presente em sua pessoa física/ psicológica, mas sim na falta de valor que se prestava, deixando-se cair sempre na arapuca.
Quem não se valoriza não merece o amor alheio, não acha que mereça grandes coisas, se contentando com pouco, o mínimo de carinho, o mínimo de atenção, o mínimo... , o mínimo..., já satisfaz, e mesmo que a magoada, a pessoa se acha na obrigação de aturar.
Ela havia esquecido que * o maior amor é o amor próprio *, e se deixava cair nas mãos de inúmeros “serial-lovers”, vivendo a mesma história de sempre.
Na vida nada, nem ninguém nos pertence. Assim como ninguém é de ninguém.
Por isso o único amor que realmente podemos tomar posse e controle é o amor próprio.
Aceitar-se , a tornaria apta a compreender que quando alguém sai de nossa vida, é porque de fato, nunca nos pertenceu.
É aceitar o recomeço como parte integrante de nossa vida. Não é uma lição fácil, dói e muito, mais você só acha o que procura...
Então se quer ser valorizada, não se dê ao luxo de aceitar qualquer coisa, se ame e tenha paciência. pois não se pode exigir o amor de ninguém...
Pode-se apenas dar boas razões para que goste de você, e deixar com que o tempo faça o resto...
Ela deveria aprender a se amar, para amar os outros e ter retribuição, sem se tornar uma pessoa fria...deixar de olhar o céu...e deixar de sonhar!
E aquele telefone que não tocava... Cada vez mais desesperada, esperando ao menos um sinal de que ele ainda se importava. E seu coração acelerava e batia devagar ao mesmo tempo a cada vez que o telefone tocava até ela perceber que nunca se tratava do número dele... - "é do celular da Márcia?" - "vivo informa..." - "filha, você vai demorar?" - "caraaaca, cadê você sua louca?!" Dele? Nenhum sinal. Talvez aquela ligação perdida significasse o que ela já esperava por parte dele, o que ela já havia recebido de muitos, mais tinha a esperança de que seria diferente desta vez... - Continuar insistindo até obter alguma resposta ou deixar pra lá e seguir em frente? Ela se encontrava presa, querendo ou não, à sua doutrina infeliz de não começar nenhum relacionamento enquanto se encontrava envolvida com algo, mesmo que fosse apenas por parte da mesma... E enquanto ele não dava o sinal de vida, ela perdia a vida dela, feito tola, apenas esperando...
Um gole, um copo, um trago... Mais duas doses de desdém, por favor? - Como vou me sentir bem estando sóbria? Ela não agüentava mais ver sua história terminando sempre da mesma maneira, então mantinha-se embriagada, sem se machucar, pois sentia-se segura num paralelo onde nada a atingia. Grande pena, ela ainda permite que todos falhem consigo e perdoa mesmo assim. Pobre coração férvido, mole, derretido, que jamais aprende a lição.
Sim, não é feio admitir a necessidade de um colo, mas ela às vezes ainda se sentia com vergonha de chorar.
Era frágil.
Mais um alvo frágil para um galã sem escrúpulos.
- Oi, posso saber seu nome? - ele perguntará.
E sem saber por que o rapaz a questionará, ela, que nunca teve nada que chama-se atenção,
o respondeu docemente e lhe concedeu um sorriso sincero.
Ele então se preocupou em saber diversos detalhes da vida da jovem, e em fazê-la se sentir confortável.
Não a tomaria naquela noite, pois para esta ele tinha outros planos...
Sentia nela uma simplicidade diferente das demais, o que provocava lhe um grande desejo.
Não, não um desejo carnal, mas sim o desejo de tirá-la daquele mundo ingênuo que ela
havia criado para si mesma, e jogá-la na vida.
A felicidade daquela moça o enojava, pois ele sabia que jamais conseguiria sentir algo, ao menos, parecido, sentia uma mescla de inveja e raiva, que começava a corroê-lo.
Assim, insistia em ser gentil, dedicar lhe tempo, carinho, atenção, e assim foi conquistando-a.
Ela, que sempre distante e reservada, se encontrava agora caída de amores pelo tal rapaz,
Imaginar que tudo aquilo se tratava de um jogo nunca passaria por sua cabeça.
E assim se sucedeu, rolaram-se os dados e mexeram-se os peões.
Após possuir corpo e coração da pequena, ele simplismente a descarta.
- Amor?
Não, nunca fora, era apenas mais um jogo.
- Prêmios? Para ele, como jogador, a conquista, mas e a ela?
A jovem fora dada apenas a desilusão, pois esta não era companhia, era aventura, era carta. E desta forma ela deveria aprender a viver sua vida, aprendendo a disfarçar sentimentos para não se machucar, criando assim um novo mundo, um mundo real onde cada um se importa apenas com seus próprios desejos e felicidades, onde “pimenta no olho dos outros é colírio”.
Ele continuaria sua vida brincando com o coração de diversas moças enquanto
ela continuaria esperando alguém que a beijasse no rosto e dissesse a ela que tudo ficaria bem.
...e mesmo após prometer a si mesma que nunca mais aconteceria; mais uma vez, lá estava ela, pensativa. E, após se deixar fitar pelos olhares de um estranho - imobilizará, enquanto as mais diversas lembranças iam surgindo em sua cabeça... Dos olhares, as primeiras palavras, conversas, toques; e pronto.
Veja-a, fisgada novamente! E com tamanha facilidade que nem ela mesma entendia. E agora o que deveria fazer? Arriscar se machucar novamente? Pois com ela era assim, se atraia com qualquer tipo de atenção, tornando-se vulnerável.
Pobre menina tola, ainda não aprendeu a dominar seus sentimentos? Ainda não conseguiu se tornar cautelosa e o ter um mínimo de frieza? - Assim vai sempre se machucar, querida. Controlar meus sentimentos? - Impossível! Como controlar o que não se escolhe... Apenas se sente? - ela se perguntava - Minha querida, quantas vezes teremos que ler esse mesmo roteiro? Você sabe onde tudo isso vai acabar, para que insistir nessa maluquice? - Sim, sei o final, mais quem disse que desta vez não será diferente? Pode ser não pode?
E então ela continuaria nessa roda gigante de frustrações por opção. Mas, em tempo, lá está ela, sentada na cama de pernas cruzadas, fumando o ultimo cigarro do maço e secando as lágrimas que ela insiste em derrubar por mais uma vez ter se jogado de cabeça em uma piscina rasa demais;