domingo, 3 de maio de 2009


E aquele telefone que não tocava...
Cada vez mais desesperada, esperando ao menos um sinal de que ele ainda se importava.
E seu coração acelerava e batia devagar ao mesmo tempo a cada vez que o telefone tocava até ela perceber que nunca se tratava do número dele...
- "é do celular da Márcia?"
- "vivo informa..."
- "filha, você vai demorar?"
- "caraaaca, cadê você sua louca?!"
Dele? Nenhum sinal.
Talvez aquela ligação perdida significasse o que ela já esperava por parte dele,
o que ela já havia recebido de muitos, mais tinha a esperança de que seria diferente desta vez...
- Continuar insistindo até obter alguma resposta ou deixar pra lá e seguir em frente?
Ela se encontrava presa, querendo ou não, à sua doutrina infeliz de não começar nenhum relacionamento enquanto se encontrava envolvida com algo, mesmo que fosse apenas por parte da mesma...
E enquanto ele não dava o sinal de vida, ela perdia a vida dela, feito tola, apenas esperando...

Um gole, um copo, um trago... Mais duas doses de desdém, por favor?
- Como vou me sentir bem estando sóbria?
Ela não agüentava mais ver sua história terminando sempre da mesma maneira,
então mantinha-se embriagada, sem se machucar, pois sentia-se segura num paralelo onde nada a atingia.
Grande pena, ela ainda permite que todos falhem consigo e perdoa mesmo assim.
Pobre coração férvido, mole, derretido, que jamais aprende a lição.

Sim, não é feio admitir a necessidade de um colo,
mas ela às vezes ainda se sentia com vergonha de chorar.

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