E, novamente trocada, vivia a tortura de não acreditar valer nem o chão que pisa.
Perdia horas de seus dias se depreciando, dizendo a si que o problema tinha de ser ela.
Desilusões, desilusões... Seria sempre assim?
A seu ver... Sim.
A situação não mudaria, pois ela sabia que por mais que tentasse mudar sempre passava pelo mesmo problema – as péssimas escolhas.
Seu maior vício não era nem cigarro, nem cerveja, mas sim o martírio.
Já não conseguia ver um palmo à frente dos olhos, não percebia que o problema não estava presente em sua pessoa física/ psicológica, mas sim na falta de valor que se prestava, deixando-se cair sempre na arapuca.
Quem não se valoriza não merece o amor alheio, não acha que mereça grandes coisas, se contentando com pouco, o mínimo de carinho, o mínimo de atenção, o mínimo... , o mínimo..., já satisfaz, e mesmo que a magoada, a pessoa se acha na obrigação de aturar.
Ela havia esquecido que * o maior amor é o amor próprio *, e se deixava cair nas mãos de inúmeros “serial-lovers”, vivendo a mesma história de sempre.
Na vida nada, nem ninguém nos pertence. Assim como ninguém é de ninguém.
Por isso o único amor que realmente podemos tomar posse e controle é o amor próprio.
Aceitar-se , a tornaria apta a compreender que quando alguém sai de nossa vida, é porque de fato, nunca nos pertenceu.
É aceitar o recomeço como parte integrante de nossa vida. Não é uma lição fácil, dói e muito, mais você só acha o que procura...
Então se quer ser valorizada, não se dê ao luxo de aceitar qualquer coisa, se ame e tenha paciência. pois não se pode exigir o amor de ninguém...
Pode-se apenas dar boas razões para que goste de você, e deixar com que o tempo faça o resto...
Ela deveria aprender a se amar, para amar os outros e ter retribuição, sem se tornar uma pessoa fria...deixar de olhar o céu...e deixar de sonhar!
Hoobastank - Running Away(acoustic)
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